terça-feira, 7 de agosto de 2012

Trendy Tuesday: O retorno do Paisley

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Se você acha que não sabe o que é Paisley, enganou-se. Você pode nunca ter sido apresentada a essa estampa pelo nome, mas a conhece de longa data. Trata-se de umas gotinhas tortas a la Dali, que fazem parte da História da Moda muito, muito antes de você nascer! O Paisley vem da Pérsia (e, por causa de seu formato e de sua origem, é muitas vezes chamado, na Inglaterra, de Picles Persa - Persian Pickles. Glamour zero, gente! Vamos de Paisley mesmo que é bem mais digno!) e sua elegância tem ares boho e levemente hipster, por estarem normalmente associados a tecidos leves e fluidos.



O certo é que a estampa voltou com tudo ao posto de tendência, e você pode usa-la tanto de forma mais alternativa, em peças únicas como shorts e echarpes, como da forma clássica que a fez conquistar lugar definitivo no cenário fashion: em saias e vestidos fluidos e extremamente chiques.

Gostou? Então vem cá que vamos mostrar quais das nossas celebs favoritas andam abusando do Paisley por aí (e nos enchendo de inspiração sobre como lidar com ele da melhor forma possível):

Não, gente, tira o olho do namorado da Olivia Palermo! O que eu queria mostrar era a camisa de seda dela, tooooda trabalhada no Paisley. LINDA!

Solange Knowles conseguiu montar um look Paisley que eu, particularmente, achei pesado demais, mas vale o registro. 

Se tem aguém que virou boho total nos últimos anos, é Nicole Ritchie! E se é boho, tinha que ter Paisley!

A Leighton só está na foto porque a gente adora ela, mas o vestido de Paisley lindinho é o da Minka Kelly, à esquerda.

Demi Moore arrasou tanto com o Paisley super original by Marchesa que...
Serena Van der Woodsen usou um igualzinho na quinta temporada de Gossip Girl!

Mais Olivia (MUSA) com uma combinação adorável usando saia longa Paisley!

Curti não, mas para quem gosta, Rihanna fez um Street Paisley pra ninguém botar defeito. 

Moderna e divertida, a echarpe Paisley de Ashley Greene é uma maneira fácil e descolada de usar a estampa

Kirsten Dunst levou o Paisley para um vestido de festa incrivelmente boho chic! Amei!

Jessica Szohr arriscou misturando duas tendências em um look: o Paisley e os conjuntos estampados tipo pijama. 
E você, já tem seu Paisley? Eu amo os meus que, como clássicos, são peças-chave do meu armário. Mas o bacana é ver que mesmo em pequenas peças, ele faz toda a diferença atualizando e dando elegância ao look.

sábado, 4 de agosto de 2012

A gente não se cansa de: Clémence Poésy

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A nova tag "A gente não se cansa de" não podia começar com pé mais direito. Fugi do óbvio e vou falar de uma It-girl que ainda não elogiei exaustivamente aqui no blog, mas que tem um estilo invejável e único que, literalmente se encaixando na tag, a gente não cansa de admirar.

Estamos falando da atriz e modelo francesa Clémence Poésy. Ela é absurdamente parisiense: tem uma beleza nada óbvia, naturalidade extrema, elegância intrínseca, uma cara de quem não está nem aí pra nada e uma coisa meio neo hippie, meio boho, meio "saí de La Bohème" que eu AMO! Mas preciso confessar que ela não me ganhou de primeira não. Tive uma certa resistência a Cleménce porque me passava uma certa antipatia, mas depois entendi que ela é só francesa (RÁ!). Ela também andou na corda bamba comigo porque pegou o Chuck Bass em Gossip Girl (lembram de Eva, na terceira temporada?!) e só quem pode fazer isso sem despertar esse meu ciúme teen é a Blair, mas isso não vem ao caso: fato é que a bichinha é tão, mas tãoooo estilosa (tipo: "quando nasci a Vogue lançou uma edição bebê"??!!!!) que acabou me conquistando. E, por isso, cá está ela aqui para servir de inspiração para todas nós. Manda ver, Cleménce!








E aí? Alguém aí conseguiu cansar de Clémence Poésy? Já pode ser alçada à categoria de uma das musas do nosso blog?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conexão Fashion - JAPONISMO - O universo Nipônico de estilos

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O Japão pode se orgulhar por ter se tornado, sem sombra de dúvida, uma das maiores potências mundiais, não só em economia, tecnologia, educação e desenvolvimento, mas também em arte, cultura e...MODA! Se você pensou em variações de quimono e Hello Kitty, saiba que está apenas visitando algumas das inúmeras referências do universo que abrange todos os estilos japoneses.

Digo estilos, no plural, porque a moda das ruas de Tokyo não se resume a uma única imagem. O Japão refletiu de maneira tão autoral todas as influências que recebeu do Ocidente, que condensou o que tomou com o que vinha de suas raízes, gerando não apenas uma, mas diversas formas de expressão, que traduzem no visual dos japoneses (especialmente dos mais jovens), um pouco da personalidade efervescente e multicultural de cada um deles.

Para que você saiba se guiar melhor dentro desse mundo fashion nipônico, fizemos um resumo dos principais estilos japoneses, abordando origem, características e apresentação, e também mostrando de que maneira cada um deles se reflete em referências que nós aqui usamos e muito para compôr nosso próprio estilo. Preparados para a viagem? Apertem os cintos e vamos rumo à Moda do Sol Nascente:

Lolita Kei

Sabe aquelas bonecas perfeitas de porcelana, com laços delicados, roupas de babados, cílios enormes, renda, sapato-boneca e por aí vai? Imagine isso transportado para um ser humano. É assim que se vestem as meninas adeptas do estilo Lolita (que se subdivide em Lolita Gótica, Sweet Lolita, e outros).
As Lolitas realmente se vestem com a intenção de parecer bonecas antigas de carne e osso. O cuidado com a perfeição está em cada detalhe. Confira:







Como isso se reflete na moda ocidental?
Quando adaptamos essa coisa de parecer-se com uma boneca para o nosso dia-a-dia: cílios mais marcados, acessórios delicados de laço, babados, sapato-boneca, tiaras, saia plissada, gola Peter Pan, renda, e por aí vai. Uma coisa meio Blair Waldorf se é que você me entende.

Visual Kei

São os rebeldes japoneses. É como se a Londres do final dos anos 70 tivesse baixado nas ruas de Tokyo, com toques de The Cure e retoques do que conhecemos como Emo e...tchanaaam: Visual Kei!
Punk, Glam, Gótico - Dark sem medo de ser feliz! Cabelos pintados de cores chamativas e cortados pelo Stevie Wonder, estoques de lápis de olho, roupas que misturam os excessos das culturas citadas. É o que você encontra dentro desse estilo. Confira:





Como isso se reflete na moda ocidental?
Well...isso é um reflexo da moda ocidental! Mas digamos que o Emo seria a nossa versão Visual Kei no Ocidente.

Gyaru Kei

A palavra, que sai da forma como eles pronunciam "girl", já diz muito sobre o estilo. É a leitura japonesa das California Girls: bem Patricinhas de Beverly Hills. Roupinhas de grife, com jeans e acessórios perua, muito dourado, muito bling bling, muitos cílios, muito blush e gloss, franja, ondas com luzes e tudo mais que você encontraria nas ruas de Los Angeles. É o estilo mais ocidentalizado, por isso, nem há correspondentes aqui, já que ele é que se torna um correspondente do que temos na nossa cultura. Confira:







Fairy Kei

Pense nos papéis de carta, figurinhas e desenhos dos anos 80. Sabe aquelas personagens super coloridas e absurdamente fofas que estampavam todos eles? É nelas que as adeptas do Fairy Kei se inspiram. Tudo bem se vestir como uma figurinha cromada,ou como uma figurante do episódio mais colorido dos ursinhos carinhosos: a ideia é mesmo essa! Confira:









Como isso se reflete na moda ocidental?
Quando usamos uma T-shirt bacaninha com estampa de personagens de desenhos dos anos 80, por exemplo (Smurfette, Pequeno Pônei, Hello Kitty, etc). Fairy na medida certa para o Ocidente! Ou, um pouquinho mais, exacerbado, digamos: Katy Perry!

Decora Kei



Para resumir esse estilo para vocês, vou ser bem franca e direta: imaginem uma árvore de natal, mas trocando as bolinhas por frutinhas e docinhos. Voila: temos o estilo Decora. As adeptas desse estilo praticamente entulham todos os acessórios possíveis (não estou sendo exagerada!), incluindo máscaras cirúrgicas (que viraram parte do arsenal fashion mesmo depois do fim da ameaça da gripe aviária) e toda sorte de balangandãs. O clean passa longe! E também não há muita preocupação com a harmonia do look. É over e é proposital. Ui! Confira:













Como isso se reflete na moda ocidental?
Felizmente, sem os excessos. Quando usamos acessórios que lembrem frutas e docinhos, especialmente aquelas famosas cerejinhas.

Mori Girl Kei

O mais recente dos estilos, tem como premissa parecer que você saiu da floresta. Tá, na teoria é bem esquisito, mas os looks são tão possíveis e bacaninhas, que têm influenciado bastante nossa moda. Tecidos fluidos, sobreposições em lã, cores neutras - um neo hippie sem cor misturado com boho, deu pra pescar? Olhando é possível compreender melhor:








Como isso se reflete na moda ocidental?
Desse jeitinho mesmo que veio ao mundo. É um boho- étnico que vem tomando os editoriais de moda mundo afora.

Resumo da ópera: embora já conhecesse alguns, nem eu que lido com moda tinha plena noção da variedade de estilos japoneses (lembrando que cada um deles se divide em vários outros, uma loucura!). Mas o que mais me chamou a atenção foi que a maior parte deles nos pareceria bem surreal, e, nas ruas de Tokyo, parecem a coisa mais natural do mundo. Quando fui a NY pela primeira vez, em 1997, lembro que fiquei maravilhada com o fato de você poder andar como quisesse e ninguém ficar olhando e apontando. Era tudo muito normal. Vendo Tokyo hoje em dia em comparação a isso, estamos falando da mesma questão em um nível muuuuuuito mais elevado. Você se identifica com um estilo, quer expressar sua personalidade através da moda, e não é julgado por isso, mesmo que isso signifique andar coberta de cerejas, com um laço maior que a cabeça ou mesmo parecendo um Cosplay... para comprar pão! Essa liberdade de expressão é maravilhosa. Precisamos aprender muito com o Japão, não só na criatividade com que compõem seus looks, mas principalmente pelo imenso respeito que têm pelo look dos outros.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As tais Border Nails

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Tudo o que a maison Chanel toca a gente já sabe que vira ouro... e com as unhas da vez não foi diferente. Não bastasse a marca lançar os esmaltes que mais fazem a gente suspirar (e que inspiram as cores de todas as marcas do mundo a cada estação), agora veio também uma nova forma de FAZER as unhas.

Tio Karl queria algo de diferente no último desfile Chanel, e colocou o foco nas unhas. Nenhuma cor parecia estar à altura do "impacto sutil" que ele queria causar e foi então que veio a ideia de usar duas cores ao mesmo tempo. Inglesinha e francesinha? Passado! Ele queria algo inovador. A "encomenda" correu pelos profissionais de beleza da grife, até que alguém teve a brilhante ideia de contornar as bordas de outra cor. Surgiram as Border Nails que, em menos de dois meses, tomaram de assalto o mundo da beauté.





As Border originais foram feitas com dois esmaltes Chanel (não diga! rs): o May (rosa clarinho do tipo moça pra casar) e um prata feito especialmente para esse desfile. Ficou simplesmente incrível!



O grande problema é que bom gosto é algo em escassez na raça humana e essa carência cresce em progressão geométrica. Eu, que detesto nail art a priori (claro que tem exceções que eu adoro, como essa), vi coisas de arrepiar qualquer nuca. Esmaltes que não se harmonizam entre si, bordas mal feitas, resultados grosseiros, um trem-fantasma do caramba! Como sei que não corro esse risco com as minhas leitoras, todas chiquérrimas, não vou precisar dizer que Border Nails não são de bolinhas, brilhantinhos, florzinhas e afins! São poucas as misturas na verdade que ficam tão bonitas quanto a original.

Se você quer repetir a dobradinha rosa/prata, mas não está com bala na agulha pra Chanel, fique tranquila! Um prata clarinho qualquer faz o contorno sem deixar a desejar (cuidado com os muito ralos e os mais escuros: é pra ser prata claro, mas com a cor bem densa, não diluída!). Vira-Lata da Risqué, por exemplo, é um que faz bonito! Já o rosinha boa moça, pode ser, como indicou o portal M de Mulher, o Toque de Penélope, também da Risqué.

Variações? Trocar o prata por um nude rosado pode ficar sensacional. Outra ideia é o nude em tom de bege com um dourado clarinho, ou o mesmo dourado com um azul turquesa ou bebê. Mantem a proposta diferente sem perder a harmonia, nem deixar de ser clássico. Ou seja, você fica super trendy sem ganhar um "quê" carnavalesco. O que vem bem ao encontro da Chanel: elegante em cada detalhe.